Um dos requisitos essenciais à compreensão de todo e qualquer
enunciado linguístico é a maneira pela qual o emissor organiza seu
discurso e o distribui mediante um contexto oracional.
Ao nos referirmos a esta “distribuição” estamos exatamente enfatizando
a ordem direta a que se relacionam as palavras. Vejamos, pois, um caso
representativo:
Alternativas precisamos viáveis problema buscar este para.
De forma notória, constatamos que as ideias não foram organizadas de
modo a estabelecer uma comunicação de maneira clara e precisa,
representando, desta forma, a ordem inversa dos termos. Mediante tal
ocorrência, menciona-se a importância relacionada aos termos essenciais
da oração, isto é, o sujeito, predicado e seus respectivos
complementos. Sendo assim, o exemplo supracitado mostra-se passível de
uma reformulação, uma vez representada por:
Precisamos buscar alternativas viáveis para este problema.
Ao analisarmos sintaticamente os termos constituintes, concluímos:
Sujeito oculto – Nós
Precisamos buscar – predicado verbal
Alternativas viáveis – objeto direto
Viáveis – predicativo do objeto
Para este problema – complemento nominal
Confirmamos, assim, que tais pressupostos se encontram perfeitamente
demarcados, constituindo a ordem direta das palavras. Outro aspecto
passível de nota é que a ordem direta também se configura como
pressuposto primordial à construção de todo e qualquer texto, com
vistas a conferir clareza e objetividade à mensagem ora transmitida.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O valor semântico dos radicais
Em virtude das particularidades concernentes à Gramática, há um fato
linguístico relacionado ao processo de formação de palavras.
Desta forma, há de conceber que inúmeras palavras pertencentes à Língua Portuguesa são originárias de outras línguas, mais precisamente do Grego e do Latim.
Para melhor compreendermos como se dá este processo, tomaremos como exemplo a palavra autolimpante. A mesma é composta por dois radicais: auto- e limp-.
Auto- é um radical grego, cujo significado relaciona-se a “por si mesmo”, e limp- é um radical que possibilita a criação de uma série de novas palavras formadas a partir dele.
Como por exemplo: limpeza, limpo, limpar, dentre outras. Desta forma, o termo em evidência significa limpa a si mesmo, por si só.
Ampliando a noção de como se dá a semântica de alguns radicais de origem grega e latina, analisaremos algumas ocorrências a seguir:
Origem Latina:
Origem Grega:
Desta forma, há de conceber que inúmeras palavras pertencentes à Língua Portuguesa são originárias de outras línguas, mais precisamente do Grego e do Latim.
Para melhor compreendermos como se dá este processo, tomaremos como exemplo a palavra autolimpante. A mesma é composta por dois radicais: auto- e limp-.
Auto- é um radical grego, cujo significado relaciona-se a “por si mesmo”, e limp- é um radical que possibilita a criação de uma série de novas palavras formadas a partir dele.
Como por exemplo: limpeza, limpo, limpar, dentre outras. Desta forma, o termo em evidência significa limpa a si mesmo, por si só.
Ampliando a noção de como se dá a semântica de alguns radicais de origem grega e latina, analisaremos algumas ocorrências a seguir:
Origem Latina:
| Radicais | Significado | Exemplos |
| agri | campo | agricultor |
| beli | guerra | belígero |
| ferri | ferro | férrico |
| loco | lugar | localidade |
| mater | mãe | materno |
| oculo | olho | ocular |
| opera | trabalho, obra | operário |
| pater | pai | paternal |
| reti | reto | retilíneo |
| tri | três | trimestre |
| vermi | verme | vermífugo |
| video | que vê | vidente |
| vini | vinho | vinicultura |
| voro | que come | carnívoro |
Origem Grega:
| Radicais | Significado | Exemplos |
| agogo | que conduz | pedagogo |
| algia | dor | nevralgia |
| arquia | governo | monarquia |
| bata | que caminha | acrobata |
| cloro | verde | clorofila |
| derma | pele | dermatologista |
| eto | costume | ética |
| hema | sangue | hemácia |
| mancia | advinhação | quiromancia |
| pedia | instrução | enciclopédia |
| pleo | cheio | pleonasmo |
| termo | calor | termômetro |
| topo | lugar | topógrafo |
| zoo | animal | zoologia |
O termo "alerta"
Analisemos, primeiramente, os enunciados em questão, atendo-nos ao termo ora destacado:
A população estava alerta, pois havia risco de inundação.
Todos olhavam alerta para as manobras arriscadas do piloto.
O alerta já foi dado pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigo aos banhistas.
No primeiro enunciado, defrontamo-nos com um adjetivo, haja vista que ele confere uma característica ao substantivo “população”. Nesse sentido, retomemos as particularidades relativas às classes gramaticais – tendo em vista a possibilidade de serem passíveis de flexão ou não. Como se trata de um adjetivo, esse concorda com o substantivo, no caso em questão, em gênero e número: alerta – feminino/ população – singular.
No segundo exemplo constatamos que se tata de um advérbio, pois o termo “alerta” está indicando a circunstância em que se encontra o verbo “olhavam”. Partindo desse princípio, temos que ele permanece invariável, tendo em vista suas reais características.
No terceiro enunciado, notamos que o termo em questão se caracteriza como um substantivo, ora denotando “aviso”, “comunicado”, portanto, perfeitamente passível de flexão. Poderíamos dizer que “os alertas já foram dados pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigos aos banhistas”. Assim sendo, estaríamos fazendo a devida concordância entre o verbo e o substantivo.
Mediante tais pressupostos, o que podemos inferir é que a flexão ou não do termo em estudo depende única e exclusivamente do contexto em que ele se encontra empregado.
Dessa forma, compartilhamos com mais uma particularidade que norteia os fatos linguísticos.
A população estava alerta, pois havia risco de inundação.
Todos olhavam alerta para as manobras arriscadas do piloto.
O alerta já foi dado pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigo aos banhistas.
No primeiro enunciado, defrontamo-nos com um adjetivo, haja vista que ele confere uma característica ao substantivo “população”. Nesse sentido, retomemos as particularidades relativas às classes gramaticais – tendo em vista a possibilidade de serem passíveis de flexão ou não. Como se trata de um adjetivo, esse concorda com o substantivo, no caso em questão, em gênero e número: alerta – feminino/ população – singular.
No segundo exemplo constatamos que se tata de um advérbio, pois o termo “alerta” está indicando a circunstância em que se encontra o verbo “olhavam”. Partindo desse princípio, temos que ele permanece invariável, tendo em vista suas reais características.
No terceiro enunciado, notamos que o termo em questão se caracteriza como um substantivo, ora denotando “aviso”, “comunicado”, portanto, perfeitamente passível de flexão. Poderíamos dizer que “os alertas já foram dados pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigos aos banhistas”. Assim sendo, estaríamos fazendo a devida concordância entre o verbo e o substantivo.
Mediante tais pressupostos, o que podemos inferir é que a flexão ou não do termo em estudo depende única e exclusivamente do contexto em que ele se encontra empregado.
Dessa forma, compartilhamos com mais uma particularidade que norteia os fatos linguísticos.
O recorrente uso de alguns termos
A opção de atribuirmos o adjetivo “recorrente” ao título foi tão
somente para enfatizarmos uma prática linguística bastante usual e que,
sem nenhuma dúvida, se torna imperceptível aos olhos de uma leva de
emissores.
Constatamos que tal prática se materializa não somente em falas cotidianas, mas também com uma certa predominância na linguagem não verbalizada, retratada nos outdoors, panfletos, anúncios, banners, enfim, em todos os discursos que representam a modalidade em questão.
Ao nos referirmos às falas diárias, mencionamos o fato de que mesmo em se tratando da oralidade, certos “deslizes” se configuram como verdadeiras gafes, influenciando de modo negativo nossa postura enquanto interlocutores.
Diante de tal prerrogativa, é essencial que estejamos vigilantes quanto às nossas atitudes, no intuito de evitarmos consequências desagradáveis. Para tanto, nada que algumas dicas não possam atuar como excelentes subsídios rumo a este propósito, como estas evidenciadas a seguir, com vistas a exemplificar os casos de maior incidência. Vejamos, portanto:
a) Ao meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
Neste caso, alerta-se para o fato de que tal expressão não é precedida por artigo. Sendo, assim, reformulada:
A meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
b) Esperamos que todos sejem muito felizes nesta nova caminhada.
Menciona-se, aqui, para a questão referente ao correto emprego do verbo, tendo em vista o tempo e modo a que se refere. Como se trata do presente do modo subjuntivo, a expressão se evidenciaria da seguinte forma:
Esperamos que todos sejam muito felizes nesta nova caminhada.
c) Já é 8h, e nada de eles aparecerem.
Sugere-se uma total atenção quanto à concordância referente ao verbo “ser”, uma vez que este, na indicação de tempo, medida ou quantidade, é flexionado. Portanto, reformulando o discurso, obteríamos:
Já são 8h, e nada de eles aparecerem.
d) Certamente você gostará do óculos que mandei fazer.
Há, na língua, determinadas palavras que só existem sob a forma pluralizada, e óculos é um típico exemplo destas. Assim sendo, ao estabelecermos a concordância, obteríamos:
Certamente você gostará dos óculos que mandei fazer.
e) Houveram muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
O verbo “haver”, quando retratado pelo sentido de existir, se configura como impessoal, permanecendo, impreterivelmente, na 3ª pessoa do singular, assim expresso:
Houve muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
f)Aluga- se apartamentos para temporada.
Quando analisado, o sujeito da referida oração manifesta-se pelo vocábulo “apartamentos” e, sobretudo, quando transformada na voz passiva, a oração se evidencia por:
Apartamentos são alugados para temporada. Logo, alugam-se apartamentos para temporada.
g) Você hoje me parece meia confusa.
Prefira alimentos com menas calorias.
Ambos os enunciados estão submetidos a uma característica de total relevância: o fato de os advérbios (meio/menos) pertencerem a uma classe gramatical invariável. Assim sendo, estes carecem de uma reformulação, representada por:
Você hoje me parece meio confusa.
Prefira alimentos com menos calorias.
Constatamos que tal prática se materializa não somente em falas cotidianas, mas também com uma certa predominância na linguagem não verbalizada, retratada nos outdoors, panfletos, anúncios, banners, enfim, em todos os discursos que representam a modalidade em questão.
Ao nos referirmos às falas diárias, mencionamos o fato de que mesmo em se tratando da oralidade, certos “deslizes” se configuram como verdadeiras gafes, influenciando de modo negativo nossa postura enquanto interlocutores.
Diante de tal prerrogativa, é essencial que estejamos vigilantes quanto às nossas atitudes, no intuito de evitarmos consequências desagradáveis. Para tanto, nada que algumas dicas não possam atuar como excelentes subsídios rumo a este propósito, como estas evidenciadas a seguir, com vistas a exemplificar os casos de maior incidência. Vejamos, portanto:
a) Ao meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
Neste caso, alerta-se para o fato de que tal expressão não é precedida por artigo. Sendo, assim, reformulada:
A meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
b) Esperamos que todos sejem muito felizes nesta nova caminhada.
Menciona-se, aqui, para a questão referente ao correto emprego do verbo, tendo em vista o tempo e modo a que se refere. Como se trata do presente do modo subjuntivo, a expressão se evidenciaria da seguinte forma:
Esperamos que todos sejam muito felizes nesta nova caminhada.
c) Já é 8h, e nada de eles aparecerem.
Sugere-se uma total atenção quanto à concordância referente ao verbo “ser”, uma vez que este, na indicação de tempo, medida ou quantidade, é flexionado. Portanto, reformulando o discurso, obteríamos:
Já são 8h, e nada de eles aparecerem.
d) Certamente você gostará do óculos que mandei fazer.
Há, na língua, determinadas palavras que só existem sob a forma pluralizada, e óculos é um típico exemplo destas. Assim sendo, ao estabelecermos a concordância, obteríamos:
Certamente você gostará dos óculos que mandei fazer.
e) Houveram muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
O verbo “haver”, quando retratado pelo sentido de existir, se configura como impessoal, permanecendo, impreterivelmente, na 3ª pessoa do singular, assim expresso:
Houve muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
f)Aluga- se apartamentos para temporada.
Quando analisado, o sujeito da referida oração manifesta-se pelo vocábulo “apartamentos” e, sobretudo, quando transformada na voz passiva, a oração se evidencia por:
Apartamentos são alugados para temporada. Logo, alugam-se apartamentos para temporada.
g) Você hoje me parece meia confusa.
Prefira alimentos com menas calorias.
Ambos os enunciados estão submetidos a uma característica de total relevância: o fato de os advérbios (meio/menos) pertencerem a uma classe gramatical invariável. Assim sendo, estes carecem de uma reformulação, representada por:
Você hoje me parece meio confusa.
Prefira alimentos com menos calorias.
O plural das palavras terminadas em ão
Limãos ou limões, cidadãos ou cidadões, refrãos ou refrões?
As palavras terminadas em –ão podem formar plural de três modos: -ões, -ãos ou –ães. Não há uma regra específica a ser seguida para se fazer este plural, pois pode variar entre os três e dependerá unicamente da origem da palavra, ou seja, de sua etimologia.
A maioria dos substantivos e adjetivos que terminam em –ão faz o plural em –ões. Vejamos:
Balão – balões
Botão - botões
Cordão – cordões
Estação - estações
Limão – limões
Paixão - paixões
Visão – visões
Razão - razões
Quando a terminação –ão recaí sob a sílaba átona -sem tonicidade, pronunciada mais fracamente- o plural obedece a regra básica: acrescenta-se “s” no final:
Bênção – bênçãos
Órgão – órgãos
Sótão – sótãos
Observe que as palavras acima são paroxítonas. Mas entre algumas oxítonas, monossílabas ou não, acontece o mesmo: mão –mãos, chão – chãos, grão-grãos, irmão –irmãos, artesão-artesãos.
Poucos vocábulos tem seu plural em –ães:
Alemão- alemães
cão – cães
capitão – capitães
catalão – catalães
charlatão – charlatães
escrivão – escrivães
guardião – guardiães
pão – pães
sacristão – sacristães
tabelião – tabeliães
Outras palavras aceitam mais de uma forma de se fazer o plural, como os seguintes casos:
-alazão - alazães e alazões
-aldeão – aldeões, aldeãos e aldeães
- anão – anões e anãos
- ancião – anciãos, anciães e anciões
- artesão – artesães e artesãos
- castelão – castelãos e castelões
- cirurgião – cirurgiões e cirurgiães
- corrimão – corrimãos e corrimões
- deão - deães e deões
- ermitão – ermitãos, ermitães e ermitões
- faisão – faisães e faisões
- guardião - guardiães e guardiões
- hortelão – hortelãos e hortelões
- refrão – refrães e refrãos
- rufião – rufiões e rufiães
- sacristão -sacristães e sacristãos
- sultão – sultões, sultãos e sultães
- Verão – verões e verãos
- vilão – vilãos e vilões
- zangão – zangões e zangãos
Decorar não é a maneira ideal de assimilar esses plurais, uma vez que há muitas exceções e modos de se falar. Portanto, a prática é a melhor maneira de aprendê-los! Pois, é difícil esquecer de algo que é de nosso costume, que já faz parte da rotina.
As palavras terminadas em –ão podem formar plural de três modos: -ões, -ãos ou –ães. Não há uma regra específica a ser seguida para se fazer este plural, pois pode variar entre os três e dependerá unicamente da origem da palavra, ou seja, de sua etimologia.
A maioria dos substantivos e adjetivos que terminam em –ão faz o plural em –ões. Vejamos:
Balão – balões
Botão - botões
Cordão – cordões
Estação - estações
Limão – limões
Paixão - paixões
Visão – visões
Razão - razões
Quando a terminação –ão recaí sob a sílaba átona -sem tonicidade, pronunciada mais fracamente- o plural obedece a regra básica: acrescenta-se “s” no final:
Bênção – bênçãos
Órgão – órgãos
Sótão – sótãos
Observe que as palavras acima são paroxítonas. Mas entre algumas oxítonas, monossílabas ou não, acontece o mesmo: mão –mãos, chão – chãos, grão-grãos, irmão –irmãos, artesão-artesãos.
Poucos vocábulos tem seu plural em –ães:
Alemão- alemães
cão – cães
capitão – capitães
catalão – catalães
charlatão – charlatães
escrivão – escrivães
guardião – guardiães
pão – pães
sacristão – sacristães
tabelião – tabeliães
Outras palavras aceitam mais de uma forma de se fazer o plural, como os seguintes casos:
-alazão - alazães e alazões
-aldeão – aldeões, aldeãos e aldeães
- anão – anões e anãos
- ancião – anciãos, anciães e anciões
- artesão – artesães e artesãos
- castelão – castelãos e castelões
- cirurgião – cirurgiões e cirurgiães
- corrimão – corrimãos e corrimões
- deão - deães e deões
- ermitão – ermitãos, ermitães e ermitões
- faisão – faisães e faisões
- guardião - guardiães e guardiões
- hortelão – hortelãos e hortelões
- refrão – refrães e refrãos
- rufião – rufiões e rufiães
- sacristão -sacristães e sacristãos
- sultão – sultões, sultãos e sultães
- Verão – verões e verãos
- vilão – vilãos e vilões
- zangão – zangões e zangãos
Decorar não é a maneira ideal de assimilar esses plurais, uma vez que há muitas exceções e modos de se falar. Portanto, a prática é a melhor maneira de aprendê-los! Pois, é difícil esquecer de algo que é de nosso costume, que já faz parte da rotina.
O não como prefixo
Muitas
são as palavras existentes na nossa língua portuguesa formadas por
prefixos cujos sentidos são atribuídos a vários aspectos, dentre eles o
de negação. Dessa forma, temos vocábulos como: desleal, incompreensível, incompatível, inútil, desfavorável, etc. Constatamos que os prefixos “-des” e “-in” se encarregaram de atribuir às palavras o sentido em questão.
Sabemos também que há outras palavras,
ainda que não formadas pelo mesmo prefixo, mas que carregam em si a
mesma carga semântica. Exemplos como “não-verbal”, “não-concluído”,
“não-poluente”, etc., revelam que os prefixos antes ressaltados não
lhes caberiam, haja vista que soaria um tanto quanto estranho dizermos
“inverbal”, “desverbal”, “desconcluído” e por aí vai. Assim, diante
desse fato linguístico, temos que nos ater a duas observações
importantíssimas: a primeira delas diz respeito ao emprego do hífen,
cuja presença se deve ao fato de demarcar que o “não” foi deslocado de
uma função a outra, ou seja, o que antes atuava (e ainda continua
atuando) como um adjunto adverbial, agora faz o papel de um prefixo.
Tem-se que tal ocorrência, por sinal recente, atesta o dualismo
existente entre as palavras, ou seja, o não-verbal x verbal, o
não-concluído x concluído e assim por diante.
O outro aspecto, não menos importante, refere-se ao fato de que depois do advento promulgado pela nova reforma ortográfica, o hífen, antes demarcado nas palavras constituídas do “não” na qualidade de prefixo deixou de existir. Assim, o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) atesta que agora os exemplos antes citados, assim como os demais, não trazem consigo o uso desse sinal. Ou seja:
O outro aspecto, não menos importante, refere-se ao fato de que depois do advento promulgado pela nova reforma ortográfica, o hífen, antes demarcado nas palavras constituídas do “não” na qualidade de prefixo deixou de existir. Assim, o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) atesta que agora os exemplos antes citados, assim como os demais, não trazem consigo o uso desse sinal. Ou seja:
NÃO VERBAL
NÃO CONCLUÍDO
NÃO POLUENTE...
Como bom usuário deste vastíssimo
idioma, não se esqueça de se atentar para os muitos pressupostos que o
demarcam, inclusive esse que acabamos de conferir.
O emprego do hífen
O hífen representa um sinal gráfico, cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas, tais como:
- ligar palavras compostas;
- fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais, representadas pela mesóclise e ênclise;
- separar as sílabas de um dado vocábulo;
- ligar algumas palavras precedidas de prefixos.
Com o advento da Nova Reforma Ortográfica, houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. Sendo assim, dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão, o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las, procurando enfatizar, em alguns casos, o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Mediante tais pressupostos, constatemos, pois:
Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen:
# O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal.

Nota importante:
- Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo.
auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar
- Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”, “-pro”, “-re”, mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo.
coobrigar – coadquirido - coordenar – reeditar – proótico - proinsulina...
# Com prefixos, emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.
anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro - extra-humano – pró-hidrotópico - super-homem...
# Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante.
inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente...
# Com o prefixo “-sub”, diante de palavras iniciadas por “r”, usa-se o hífen.
sub-regional – sub-raça – sub-reino...
# Diante dos prefixos “-além, -aquém, -bem, -ex, -pós, -recém, -sem, - vice, usa-se o hífen.
além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor...
# Diante do advérbio “mal” , quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”, o hífen está presente.
mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado...
# Com os prefixos “-circum” e “-pan”, diante de palavras iniciadas por “vogal, m, n ou h”, emprega-se o hífen.
circum-navegador - pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo...
# Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.
entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o...
# Com sufixos de origem tupi-guarani, representados por “-açu”, “-guaçu”, “-mirim”, usa-se o hífen.
jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu...
Casos em que não se emprega o hífen:
# Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente.

Nota importante:
- Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo.
aeroespacial – antiamericano – socioeconômico...
# Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição.

Observação:
- O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação, como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.
azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-de-cheiro...
# Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas.
fim de semana – café com leite...
Exceções:
O hífen ainda permanece em alguns casos, expressos por:
água-de- colônia – água-de-coco – cor-de-rosa...
# Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, depois de prefixo terminado em vogal, retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas.

Observações importantes:
- O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.
hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista...
- A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo, como é o caso de:
minissaia – minissubmarino - minissérie...
# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”.
anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno...
# O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.
hipermercado – hiperacidez - intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação...
# Diante do advérbio “mal”, quando a segunda palavra começar por consoante, não se emprega o hífen.
malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido...
- ligar palavras compostas;
- fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais, representadas pela mesóclise e ênclise;
- separar as sílabas de um dado vocábulo;
- ligar algumas palavras precedidas de prefixos.
Com o advento da Nova Reforma Ortográfica, houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. Sendo assim, dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão, o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las, procurando enfatizar, em alguns casos, o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Mediante tais pressupostos, constatemos, pois:
Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen:
# O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal.
Nota importante:
- Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo.
auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar
- Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”, “-pro”, “-re”, mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo.
coobrigar – coadquirido - coordenar – reeditar – proótico - proinsulina...
# Com prefixos, emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.
anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro - extra-humano – pró-hidrotópico - super-homem...
# Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante.
inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente...
# Com o prefixo “-sub”, diante de palavras iniciadas por “r”, usa-se o hífen.
sub-regional – sub-raça – sub-reino...
# Diante dos prefixos “-além, -aquém, -bem, -ex, -pós, -recém, -sem, - vice, usa-se o hífen.
além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor...
# Diante do advérbio “mal” , quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”, o hífen está presente.
mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado...
# Com os prefixos “-circum” e “-pan”, diante de palavras iniciadas por “vogal, m, n ou h”, emprega-se o hífen.
circum-navegador - pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo...
# Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.
entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o...
# Com sufixos de origem tupi-guarani, representados por “-açu”, “-guaçu”, “-mirim”, usa-se o hífen.
jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu...
Casos em que não se emprega o hífen:
# Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente.
Nota importante:
- Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo.
aeroespacial – antiamericano – socioeconômico...
# Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição.
Observação:
- O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação, como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.
azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-de-cheiro...
# Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas.
fim de semana – café com leite...
Exceções:
O hífen ainda permanece em alguns casos, expressos por:
água-de- colônia – água-de-coco – cor-de-rosa...
# Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, depois de prefixo terminado em vogal, retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas.
Observações importantes:
- O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.
hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista...
- A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo, como é o caso de:
minissaia – minissubmarino - minissérie...
# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”.
anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno...
# O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.
hipermercado – hiperacidez - intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação...
# Diante do advérbio “mal”, quando a segunda palavra começar por consoante, não se emprega o hífen.
malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido...
Assinar:
Postagens (Atom)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Ordem direta e inversa das palavras
Um dos requisitos essenciais à compreensão de todo e qualquer
enunciado linguístico é a maneira pela qual o emissor organiza seu
discurso e o distribui mediante um contexto oracional.
Ao nos referirmos a esta “distribuição” estamos exatamente enfatizando a ordem direta a que se relacionam as palavras. Vejamos, pois, um caso representativo:
Alternativas precisamos viáveis problema buscar este para.
De forma notória, constatamos que as ideias não foram organizadas de modo a estabelecer uma comunicação de maneira clara e precisa, representando, desta forma, a ordem inversa dos termos. Mediante tal ocorrência, menciona-se a importância relacionada aos termos essenciais da oração, isto é, o sujeito, predicado e seus respectivos complementos. Sendo assim, o exemplo supracitado mostra-se passível de uma reformulação, uma vez representada por:
Precisamos buscar alternativas viáveis para este problema.
Ao analisarmos sintaticamente os termos constituintes, concluímos:
Sujeito oculto – Nós
Precisamos buscar – predicado verbal
Alternativas viáveis – objeto direto
Viáveis – predicativo do objeto
Para este problema – complemento nominal
Confirmamos, assim, que tais pressupostos se encontram perfeitamente demarcados, constituindo a ordem direta das palavras. Outro aspecto passível de nota é que a ordem direta também se configura como pressuposto primordial à construção de todo e qualquer texto, com vistas a conferir clareza e objetividade à mensagem ora transmitida.
Ao nos referirmos a esta “distribuição” estamos exatamente enfatizando a ordem direta a que se relacionam as palavras. Vejamos, pois, um caso representativo:
Alternativas precisamos viáveis problema buscar este para.
De forma notória, constatamos que as ideias não foram organizadas de modo a estabelecer uma comunicação de maneira clara e precisa, representando, desta forma, a ordem inversa dos termos. Mediante tal ocorrência, menciona-se a importância relacionada aos termos essenciais da oração, isto é, o sujeito, predicado e seus respectivos complementos. Sendo assim, o exemplo supracitado mostra-se passível de uma reformulação, uma vez representada por:
Precisamos buscar alternativas viáveis para este problema.
Ao analisarmos sintaticamente os termos constituintes, concluímos:
Sujeito oculto – Nós
Precisamos buscar – predicado verbal
Alternativas viáveis – objeto direto
Viáveis – predicativo do objeto
Para este problema – complemento nominal
Confirmamos, assim, que tais pressupostos se encontram perfeitamente demarcados, constituindo a ordem direta das palavras. Outro aspecto passível de nota é que a ordem direta também se configura como pressuposto primordial à construção de todo e qualquer texto, com vistas a conferir clareza e objetividade à mensagem ora transmitida.
O valor semântico dos radicais
Em virtude das particularidades concernentes à Gramática, há um fato
linguístico relacionado ao processo de formação de palavras.
Desta forma, há de conceber que inúmeras palavras pertencentes à Língua Portuguesa são originárias de outras línguas, mais precisamente do Grego e do Latim.
Para melhor compreendermos como se dá este processo, tomaremos como exemplo a palavra autolimpante. A mesma é composta por dois radicais: auto- e limp-.
Auto- é um radical grego, cujo significado relaciona-se a “por si mesmo”, e limp- é um radical que possibilita a criação de uma série de novas palavras formadas a partir dele.
Como por exemplo: limpeza, limpo, limpar, dentre outras. Desta forma, o termo em evidência significa limpa a si mesmo, por si só.
Ampliando a noção de como se dá a semântica de alguns radicais de origem grega e latina, analisaremos algumas ocorrências a seguir:
Origem Latina:
Origem Grega:
Desta forma, há de conceber que inúmeras palavras pertencentes à Língua Portuguesa são originárias de outras línguas, mais precisamente do Grego e do Latim.
Para melhor compreendermos como se dá este processo, tomaremos como exemplo a palavra autolimpante. A mesma é composta por dois radicais: auto- e limp-.
Auto- é um radical grego, cujo significado relaciona-se a “por si mesmo”, e limp- é um radical que possibilita a criação de uma série de novas palavras formadas a partir dele.
Como por exemplo: limpeza, limpo, limpar, dentre outras. Desta forma, o termo em evidência significa limpa a si mesmo, por si só.
Ampliando a noção de como se dá a semântica de alguns radicais de origem grega e latina, analisaremos algumas ocorrências a seguir:
Origem Latina:
| Radicais | Significado | Exemplos |
| agri | campo | agricultor |
| beli | guerra | belígero |
| ferri | ferro | férrico |
| loco | lugar | localidade |
| mater | mãe | materno |
| oculo | olho | ocular |
| opera | trabalho, obra | operário |
| pater | pai | paternal |
| reti | reto | retilíneo |
| tri | três | trimestre |
| vermi | verme | vermífugo |
| video | que vê | vidente |
| vini | vinho | vinicultura |
| voro | que come | carnívoro |
Origem Grega:
| Radicais | Significado | Exemplos |
| agogo | que conduz | pedagogo |
| algia | dor | nevralgia |
| arquia | governo | monarquia |
| bata | que caminha | acrobata |
| cloro | verde | clorofila |
| derma | pele | dermatologista |
| eto | costume | ética |
| hema | sangue | hemácia |
| mancia | advinhação | quiromancia |
| pedia | instrução | enciclopédia |
| pleo | cheio | pleonasmo |
| termo | calor | termômetro |
| topo | lugar | topógrafo |
| zoo | animal | zoologia |
O termo "alerta"
Analisemos, primeiramente, os enunciados em questão, atendo-nos ao termo ora destacado:
A população estava alerta, pois havia risco de inundação.
Todos olhavam alerta para as manobras arriscadas do piloto.
O alerta já foi dado pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigo aos banhistas.
No primeiro enunciado, defrontamo-nos com um adjetivo, haja vista que ele confere uma característica ao substantivo “população”. Nesse sentido, retomemos as particularidades relativas às classes gramaticais – tendo em vista a possibilidade de serem passíveis de flexão ou não. Como se trata de um adjetivo, esse concorda com o substantivo, no caso em questão, em gênero e número: alerta – feminino/ população – singular.
No segundo exemplo constatamos que se tata de um advérbio, pois o termo “alerta” está indicando a circunstância em que se encontra o verbo “olhavam”. Partindo desse princípio, temos que ele permanece invariável, tendo em vista suas reais características.
No terceiro enunciado, notamos que o termo em questão se caracteriza como um substantivo, ora denotando “aviso”, “comunicado”, portanto, perfeitamente passível de flexão. Poderíamos dizer que “os alertas já foram dados pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigos aos banhistas”. Assim sendo, estaríamos fazendo a devida concordância entre o verbo e o substantivo.
Mediante tais pressupostos, o que podemos inferir é que a flexão ou não do termo em estudo depende única e exclusivamente do contexto em que ele se encontra empregado.
Dessa forma, compartilhamos com mais uma particularidade que norteia os fatos linguísticos.
A população estava alerta, pois havia risco de inundação.
Todos olhavam alerta para as manobras arriscadas do piloto.
O alerta já foi dado pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigo aos banhistas.
No primeiro enunciado, defrontamo-nos com um adjetivo, haja vista que ele confere uma característica ao substantivo “população”. Nesse sentido, retomemos as particularidades relativas às classes gramaticais – tendo em vista a possibilidade de serem passíveis de flexão ou não. Como se trata de um adjetivo, esse concorda com o substantivo, no caso em questão, em gênero e número: alerta – feminino/ população – singular.
No segundo exemplo constatamos que se tata de um advérbio, pois o termo “alerta” está indicando a circunstância em que se encontra o verbo “olhavam”. Partindo desse princípio, temos que ele permanece invariável, tendo em vista suas reais características.
No terceiro enunciado, notamos que o termo em questão se caracteriza como um substantivo, ora denotando “aviso”, “comunicado”, portanto, perfeitamente passível de flexão. Poderíamos dizer que “os alertas já foram dados pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigos aos banhistas”. Assim sendo, estaríamos fazendo a devida concordância entre o verbo e o substantivo.
Mediante tais pressupostos, o que podemos inferir é que a flexão ou não do termo em estudo depende única e exclusivamente do contexto em que ele se encontra empregado.
Dessa forma, compartilhamos com mais uma particularidade que norteia os fatos linguísticos.
O recorrente uso de alguns termos
A opção de atribuirmos o adjetivo “recorrente” ao título foi tão
somente para enfatizarmos uma prática linguística bastante usual e que,
sem nenhuma dúvida, se torna imperceptível aos olhos de uma leva de
emissores.
Constatamos que tal prática se materializa não somente em falas cotidianas, mas também com uma certa predominância na linguagem não verbalizada, retratada nos outdoors, panfletos, anúncios, banners, enfim, em todos os discursos que representam a modalidade em questão.
Ao nos referirmos às falas diárias, mencionamos o fato de que mesmo em se tratando da oralidade, certos “deslizes” se configuram como verdadeiras gafes, influenciando de modo negativo nossa postura enquanto interlocutores.
Diante de tal prerrogativa, é essencial que estejamos vigilantes quanto às nossas atitudes, no intuito de evitarmos consequências desagradáveis. Para tanto, nada que algumas dicas não possam atuar como excelentes subsídios rumo a este propósito, como estas evidenciadas a seguir, com vistas a exemplificar os casos de maior incidência. Vejamos, portanto:
a) Ao meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
Neste caso, alerta-se para o fato de que tal expressão não é precedida por artigo. Sendo, assim, reformulada:
A meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
b) Esperamos que todos sejem muito felizes nesta nova caminhada.
Menciona-se, aqui, para a questão referente ao correto emprego do verbo, tendo em vista o tempo e modo a que se refere. Como se trata do presente do modo subjuntivo, a expressão se evidenciaria da seguinte forma:
Esperamos que todos sejam muito felizes nesta nova caminhada.
c) Já é 8h, e nada de eles aparecerem.
Sugere-se uma total atenção quanto à concordância referente ao verbo “ser”, uma vez que este, na indicação de tempo, medida ou quantidade, é flexionado. Portanto, reformulando o discurso, obteríamos:
Já são 8h, e nada de eles aparecerem.
d) Certamente você gostará do óculos que mandei fazer.
Há, na língua, determinadas palavras que só existem sob a forma pluralizada, e óculos é um típico exemplo destas. Assim sendo, ao estabelecermos a concordância, obteríamos:
Certamente você gostará dos óculos que mandei fazer.
e) Houveram muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
O verbo “haver”, quando retratado pelo sentido de existir, se configura como impessoal, permanecendo, impreterivelmente, na 3ª pessoa do singular, assim expresso:
Houve muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
f)Aluga- se apartamentos para temporada.
Quando analisado, o sujeito da referida oração manifesta-se pelo vocábulo “apartamentos” e, sobretudo, quando transformada na voz passiva, a oração se evidencia por:
Apartamentos são alugados para temporada. Logo, alugam-se apartamentos para temporada.
g) Você hoje me parece meia confusa.
Prefira alimentos com menas calorias.
Ambos os enunciados estão submetidos a uma característica de total relevância: o fato de os advérbios (meio/menos) pertencerem a uma classe gramatical invariável. Assim sendo, estes carecem de uma reformulação, representada por:
Você hoje me parece meio confusa.
Prefira alimentos com menos calorias.
Constatamos que tal prática se materializa não somente em falas cotidianas, mas também com uma certa predominância na linguagem não verbalizada, retratada nos outdoors, panfletos, anúncios, banners, enfim, em todos os discursos que representam a modalidade em questão.
Ao nos referirmos às falas diárias, mencionamos o fato de que mesmo em se tratando da oralidade, certos “deslizes” se configuram como verdadeiras gafes, influenciando de modo negativo nossa postura enquanto interlocutores.
Diante de tal prerrogativa, é essencial que estejamos vigilantes quanto às nossas atitudes, no intuito de evitarmos consequências desagradáveis. Para tanto, nada que algumas dicas não possam atuar como excelentes subsídios rumo a este propósito, como estas evidenciadas a seguir, com vistas a exemplificar os casos de maior incidência. Vejamos, portanto:
a) Ao meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
Neste caso, alerta-se para o fato de que tal expressão não é precedida por artigo. Sendo, assim, reformulada:
A meu ver estas decisões não foram tão eficazes quanto imaginávamos.
b) Esperamos que todos sejem muito felizes nesta nova caminhada.
Menciona-se, aqui, para a questão referente ao correto emprego do verbo, tendo em vista o tempo e modo a que se refere. Como se trata do presente do modo subjuntivo, a expressão se evidenciaria da seguinte forma:
Esperamos que todos sejam muito felizes nesta nova caminhada.
c) Já é 8h, e nada de eles aparecerem.
Sugere-se uma total atenção quanto à concordância referente ao verbo “ser”, uma vez que este, na indicação de tempo, medida ou quantidade, é flexionado. Portanto, reformulando o discurso, obteríamos:
Já são 8h, e nada de eles aparecerem.
d) Certamente você gostará do óculos que mandei fazer.
Há, na língua, determinadas palavras que só existem sob a forma pluralizada, e óculos é um típico exemplo destas. Assim sendo, ao estabelecermos a concordância, obteríamos:
Certamente você gostará dos óculos que mandei fazer.
e) Houveram muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
O verbo “haver”, quando retratado pelo sentido de existir, se configura como impessoal, permanecendo, impreterivelmente, na 3ª pessoa do singular, assim expresso:
Houve muitas reclamações em relação ao novo modelo de telefonia móvel.
f)Aluga- se apartamentos para temporada.
Quando analisado, o sujeito da referida oração manifesta-se pelo vocábulo “apartamentos” e, sobretudo, quando transformada na voz passiva, a oração se evidencia por:
Apartamentos são alugados para temporada. Logo, alugam-se apartamentos para temporada.
g) Você hoje me parece meia confusa.
Prefira alimentos com menas calorias.
Ambos os enunciados estão submetidos a uma característica de total relevância: o fato de os advérbios (meio/menos) pertencerem a uma classe gramatical invariável. Assim sendo, estes carecem de uma reformulação, representada por:
Você hoje me parece meio confusa.
Prefira alimentos com menos calorias.
O plural das palavras terminadas em ão
Limãos ou limões, cidadãos ou cidadões, refrãos ou refrões?
As palavras terminadas em –ão podem formar plural de três modos: -ões, -ãos ou –ães. Não há uma regra específica a ser seguida para se fazer este plural, pois pode variar entre os três e dependerá unicamente da origem da palavra, ou seja, de sua etimologia.
A maioria dos substantivos e adjetivos que terminam em –ão faz o plural em –ões. Vejamos:
Balão – balões
Botão - botões
Cordão – cordões
Estação - estações
Limão – limões
Paixão - paixões
Visão – visões
Razão - razões
Quando a terminação –ão recaí sob a sílaba átona -sem tonicidade, pronunciada mais fracamente- o plural obedece a regra básica: acrescenta-se “s” no final:
Bênção – bênçãos
Órgão – órgãos
Sótão – sótãos
Observe que as palavras acima são paroxítonas. Mas entre algumas oxítonas, monossílabas ou não, acontece o mesmo: mão –mãos, chão – chãos, grão-grãos, irmão –irmãos, artesão-artesãos.
Poucos vocábulos tem seu plural em –ães:
Alemão- alemães
cão – cães
capitão – capitães
catalão – catalães
charlatão – charlatães
escrivão – escrivães
guardião – guardiães
pão – pães
sacristão – sacristães
tabelião – tabeliães
Outras palavras aceitam mais de uma forma de se fazer o plural, como os seguintes casos:
-alazão - alazães e alazões
-aldeão – aldeões, aldeãos e aldeães
- anão – anões e anãos
- ancião – anciãos, anciães e anciões
- artesão – artesães e artesãos
- castelão – castelãos e castelões
- cirurgião – cirurgiões e cirurgiães
- corrimão – corrimãos e corrimões
- deão - deães e deões
- ermitão – ermitãos, ermitães e ermitões
- faisão – faisães e faisões
- guardião - guardiães e guardiões
- hortelão – hortelãos e hortelões
- refrão – refrães e refrãos
- rufião – rufiões e rufiães
- sacristão -sacristães e sacristãos
- sultão – sultões, sultãos e sultães
- Verão – verões e verãos
- vilão – vilãos e vilões
- zangão – zangões e zangãos
Decorar não é a maneira ideal de assimilar esses plurais, uma vez que há muitas exceções e modos de se falar. Portanto, a prática é a melhor maneira de aprendê-los! Pois, é difícil esquecer de algo que é de nosso costume, que já faz parte da rotina.
As palavras terminadas em –ão podem formar plural de três modos: -ões, -ãos ou –ães. Não há uma regra específica a ser seguida para se fazer este plural, pois pode variar entre os três e dependerá unicamente da origem da palavra, ou seja, de sua etimologia.
A maioria dos substantivos e adjetivos que terminam em –ão faz o plural em –ões. Vejamos:
Balão – balões
Botão - botões
Cordão – cordões
Estação - estações
Limão – limões
Paixão - paixões
Visão – visões
Razão - razões
Quando a terminação –ão recaí sob a sílaba átona -sem tonicidade, pronunciada mais fracamente- o plural obedece a regra básica: acrescenta-se “s” no final:
Bênção – bênçãos
Órgão – órgãos
Sótão – sótãos
Observe que as palavras acima são paroxítonas. Mas entre algumas oxítonas, monossílabas ou não, acontece o mesmo: mão –mãos, chão – chãos, grão-grãos, irmão –irmãos, artesão-artesãos.
Poucos vocábulos tem seu plural em –ães:
Alemão- alemães
cão – cães
capitão – capitães
catalão – catalães
charlatão – charlatães
escrivão – escrivães
guardião – guardiães
pão – pães
sacristão – sacristães
tabelião – tabeliães
Outras palavras aceitam mais de uma forma de se fazer o plural, como os seguintes casos:
-alazão - alazães e alazões
-aldeão – aldeões, aldeãos e aldeães
- anão – anões e anãos
- ancião – anciãos, anciães e anciões
- artesão – artesães e artesãos
- castelão – castelãos e castelões
- cirurgião – cirurgiões e cirurgiães
- corrimão – corrimãos e corrimões
- deão - deães e deões
- ermitão – ermitãos, ermitães e ermitões
- faisão – faisães e faisões
- guardião - guardiães e guardiões
- hortelão – hortelãos e hortelões
- refrão – refrães e refrãos
- rufião – rufiões e rufiães
- sacristão -sacristães e sacristãos
- sultão – sultões, sultãos e sultães
- Verão – verões e verãos
- vilão – vilãos e vilões
- zangão – zangões e zangãos
Decorar não é a maneira ideal de assimilar esses plurais, uma vez que há muitas exceções e modos de se falar. Portanto, a prática é a melhor maneira de aprendê-los! Pois, é difícil esquecer de algo que é de nosso costume, que já faz parte da rotina.
O não como prefixo
Muitas
são as palavras existentes na nossa língua portuguesa formadas por
prefixos cujos sentidos são atribuídos a vários aspectos, dentre eles o
de negação. Dessa forma, temos vocábulos como: desleal, incompreensível, incompatível, inútil, desfavorável, etc. Constatamos que os prefixos “-des” e “-in” se encarregaram de atribuir às palavras o sentido em questão.
Sabemos também que há outras palavras,
ainda que não formadas pelo mesmo prefixo, mas que carregam em si a
mesma carga semântica. Exemplos como “não-verbal”, “não-concluído”,
“não-poluente”, etc., revelam que os prefixos antes ressaltados não
lhes caberiam, haja vista que soaria um tanto quanto estranho dizermos
“inverbal”, “desverbal”, “desconcluído” e por aí vai. Assim, diante
desse fato linguístico, temos que nos ater a duas observações
importantíssimas: a primeira delas diz respeito ao emprego do hífen,
cuja presença se deve ao fato de demarcar que o “não” foi deslocado de
uma função a outra, ou seja, o que antes atuava (e ainda continua
atuando) como um adjunto adverbial, agora faz o papel de um prefixo.
Tem-se que tal ocorrência, por sinal recente, atesta o dualismo
existente entre as palavras, ou seja, o não-verbal x verbal, o
não-concluído x concluído e assim por diante.
O outro aspecto, não menos importante, refere-se ao fato de que depois do advento promulgado pela nova reforma ortográfica, o hífen, antes demarcado nas palavras constituídas do “não” na qualidade de prefixo deixou de existir. Assim, o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) atesta que agora os exemplos antes citados, assim como os demais, não trazem consigo o uso desse sinal. Ou seja:
O outro aspecto, não menos importante, refere-se ao fato de que depois do advento promulgado pela nova reforma ortográfica, o hífen, antes demarcado nas palavras constituídas do “não” na qualidade de prefixo deixou de existir. Assim, o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) atesta que agora os exemplos antes citados, assim como os demais, não trazem consigo o uso desse sinal. Ou seja:
NÃO VERBAL
NÃO CONCLUÍDO
NÃO POLUENTE...
Como bom usuário deste vastíssimo
idioma, não se esqueça de se atentar para os muitos pressupostos que o
demarcam, inclusive esse que acabamos de conferir.
O emprego do hífen
O hífen representa um sinal gráfico, cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas, tais como:
- ligar palavras compostas;
- fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais, representadas pela mesóclise e ênclise;
- separar as sílabas de um dado vocábulo;
- ligar algumas palavras precedidas de prefixos.
Com o advento da Nova Reforma Ortográfica, houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. Sendo assim, dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão, o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las, procurando enfatizar, em alguns casos, o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Mediante tais pressupostos, constatemos, pois:
Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen:
# O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal.

Nota importante:
- Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo.
auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar
- Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”, “-pro”, “-re”, mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo.
coobrigar – coadquirido - coordenar – reeditar – proótico - proinsulina...
# Com prefixos, emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.
anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro - extra-humano – pró-hidrotópico - super-homem...
# Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante.
inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente...
# Com o prefixo “-sub”, diante de palavras iniciadas por “r”, usa-se o hífen.
sub-regional – sub-raça – sub-reino...
# Diante dos prefixos “-além, -aquém, -bem, -ex, -pós, -recém, -sem, - vice, usa-se o hífen.
além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor...
# Diante do advérbio “mal” , quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”, o hífen está presente.
mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado...
# Com os prefixos “-circum” e “-pan”, diante de palavras iniciadas por “vogal, m, n ou h”, emprega-se o hífen.
circum-navegador - pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo...
# Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.
entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o...
# Com sufixos de origem tupi-guarani, representados por “-açu”, “-guaçu”, “-mirim”, usa-se o hífen.
jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu...
Casos em que não se emprega o hífen:
# Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente.

Nota importante:
- Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo.
aeroespacial – antiamericano – socioeconômico...
# Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição.

Observação:
- O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação, como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.
azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-de-cheiro...
# Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas.
fim de semana – café com leite...
Exceções:
O hífen ainda permanece em alguns casos, expressos por:
água-de- colônia – água-de-coco – cor-de-rosa...
# Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, depois de prefixo terminado em vogal, retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas.

Observações importantes:
- O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.
hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista...
- A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo, como é o caso de:
minissaia – minissubmarino - minissérie...
# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”.
anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno...
# O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.
hipermercado – hiperacidez - intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação...
# Diante do advérbio “mal”, quando a segunda palavra começar por consoante, não se emprega o hífen.
malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido...
- ligar palavras compostas;
- fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais, representadas pela mesóclise e ênclise;
- separar as sílabas de um dado vocábulo;
- ligar algumas palavras precedidas de prefixos.
Com o advento da Nova Reforma Ortográfica, houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. Sendo assim, dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão, o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las, procurando enfatizar, em alguns casos, o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Mediante tais pressupostos, constatemos, pois:
Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen:
# O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal.
Nota importante:
- Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo.
auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar
- Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”, “-pro”, “-re”, mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo.
coobrigar – coadquirido - coordenar – reeditar – proótico - proinsulina...
# Com prefixos, emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.
anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro - extra-humano – pró-hidrotópico - super-homem...
# Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante.
inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente...
# Com o prefixo “-sub”, diante de palavras iniciadas por “r”, usa-se o hífen.
sub-regional – sub-raça – sub-reino...
# Diante dos prefixos “-além, -aquém, -bem, -ex, -pós, -recém, -sem, - vice, usa-se o hífen.
além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor...
# Diante do advérbio “mal” , quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”, o hífen está presente.
mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado...
# Com os prefixos “-circum” e “-pan”, diante de palavras iniciadas por “vogal, m, n ou h”, emprega-se o hífen.
circum-navegador - pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo...
# Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.
entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o...
# Com sufixos de origem tupi-guarani, representados por “-açu”, “-guaçu”, “-mirim”, usa-se o hífen.
jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu...
Casos em que não se emprega o hífen:
# Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente.
Nota importante:
- Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo.
aeroespacial – antiamericano – socioeconômico...
# Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição.
Observação:
- O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação, como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.
azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-de-cheiro...
# Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas.
fim de semana – café com leite...
Exceções:
O hífen ainda permanece em alguns casos, expressos por:
água-de- colônia – água-de-coco – cor-de-rosa...
# Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, depois de prefixo terminado em vogal, retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas.
Observações importantes:
- O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.
hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista...
- A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo, como é o caso de:
minissaia – minissubmarino - minissérie...
# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”.
anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno...
# O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.
hipermercado – hiperacidez - intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação...
# Diante do advérbio “mal”, quando a segunda palavra começar por consoante, não se emprega o hífen.
malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido...
Assinar:
Postagens (Atom)